Blog Sem Fins Lucrativos, somente com o intuito de divulgar a carreira do piloto Bruno Senna e o IAS. Carol Lo Re

sábado, 7 de novembro de 2009

Entrevista a Radio Bandeirantes de Bruno Senna.

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Entrevista de Bruno Senna a Revista Veja.

"Ayrton não é meu ídolo"
"Vai parecer um clichê, mas não tenho ídolos. Tenho todas as corridas do Ayrton gravadas no meu computador, ele é apenas uma referência. Idealizar alguém é uma péssima forma de iniciar uma carreira. Ao idealizar, você quer ser igual a essa outra pessoa"

Sobrinho do tricampeão Ayrton Senna, Bruno Senna vai encarar em 2010 o maior desafio de sua carreira no automobilismo: o campeonato da Fórmula 1



É impossível olhar para Bruno Senna, de 26 anos, e não se impressionar com a sua semelhança com o tio famoso, Ayrton Senna, o maior mito do automobilismo brasileiro, morto em 1994. A partir do ano que vem, Bruno tentará provar que em comum com ele, além da aparência, tem talento para pilotar. O brasileiro disputará o campeonato de Fórmula 1 pela equipe espanhola Campos Meta, que também fará sua estreia na principal categoria do automobilismo. Antes de embarcar para Madri, onde conheceria seu novo carro, Bruno falou a VEJA e mostrou que, pelo menos em matéria de franqueza, não terá concorrentes no grid.

Seu tio Ayrton Senna morreu na Fórmula 1, em 1994. Como sua família está encarando sua estreia na categoria?
Ninguém queria que eu corresse. Mas há muito tempo decidi que era isso que eu queria da minha vida. Levou tempo, nossas relações ficaram difíceis, mas eles aceitaram. Hoje estão felizes.

Com quantos anos você começou a correr?
Foi o meu avô Milton quem me colocou num kart pela primeira vez. Dos 5 aos 10 anos de idade, eu corria de kart todos os fins de semana. Quando o Ayrton faleceu, o apoio da minha família sumiu. Eu tinha 10 anos e não podia brigar pelo que queria. Não tinha como bater de frente. O clima da minha família em relação ao automobilismo ficou muito ruim. Ninguém mais assistia a corridas de Fórmula 1. Meu avô nunca mais viu um Grande Prêmio. Tive de deixar a poeira baixar.
"Vai parecer um clichê, mas não tenho ídolos. Tenho todas as corridas do Ayrton gravadas no meu computador, ele é apenas uma referência. Idealizar alguém é uma péssima forma de iniciar uma carreira. Ao idealizar, você quer ser igual a essa outra pessoa"

Quando você voltou às pistas?
Nunca parei de pensar nisso. Quando tinha 18 anos, disse para a minha mãe que eu queria voltar a correr. Apesar de surpresa, ela achou que era fogo de palha e aceitou. Comecei com um kart antigo que estava na fazenda. No desespero de voltar a correr, logo no primeiro dia, dei 140 voltas sem parar. Como eu não estava preparado para toda a trepidação, quebrei uma costela de tanto que fiquei no kart. Em um ano e meio, quebrei cinco costelas. Toda vez que eu quebrava uma, ficava um mês de molho e voltava a correr. Foi aí que a minha mãe percebeu que eu não estava de brincadeira.

Seu tio Ayrton Senna é o seu grande ídolo?
Vai parecer clichê, mas eu não tenho ídolos. O Ayrton é apenas uma referência. Idealizar alguém é uma péssima forma de iniciar uma carreira. Ao idealizar, você quer ser igual a essa outra pessoa. Meu objetivo não é esse.

Você vê as corridas antigas dele?
Eu tenho todas as corridas gravadas, desde 1989, no meu computador.

Qual é a sua preferida?
A corrida de 1991, aqui no Brasil, quando o Ayrton ganhou com apenas três marchas no carro: a segunda, a terceira e a sexta. Incrível. Foi a primeira vitória dele no Brasil. Ele tinha perdido em 1990 por causa de uma batida no Nakajima, que não foi exatamente a ultrapassagem mais inteligente que já vi... Mas, naquele ano, ele estava supermotivado. No grid, antes da largada, ouviu a torcida gritar "Olê, olê, olê, olá... Senna, Senna...". Ele teve de ir para os boxes para enxugar as lágrimas. Retribuiu o carinho do público com uma vitória. Aquela corrida em Donington Park, na Inglaterra, em 1993, quando ele ultrapassou todo mundo na chuva também é muito legal.
Qual é a maior dificuldade para um piloto chegar à Fórmula 1?
A dificuldade é basicamente a seguinte: as equipes pedem muito dinheiro para fechar contrato com um piloto estreante. Conversei com todas neste ano, menos com a Ferrari. Queriam pelo menos 5 milhões de euros para assinar comigo. Piloto em início de carreira só entra se arranjar patrocinadores dispostos a pagar esse valor.

Quem vai bancar a sua parte?
Ninguém. Vou entrar com zero. Fechei com a equipe espanhola Campos Meta porque eles toparam me contratar sem que eu precisasse levar dinheiro. Foi a primeira proposta que consegui obter sem ter de levar patrocínio nenhum. Serei o único estreante que não vai pagar para correr.

Quanto você vai ganhar?
Da equipe, nada. Nem um centavo. Mas vou poder ter meus patrocinadores pessoais e me sustentar com isso.

O seu sobrenome ajudou na negociação?
Claro que sim. Eles apostam no meu sobrenome famoso para atrair patrocinadores para a equipe. Por isso me liberaram do pagamento. O sobrenome Senna vai chamar atenção nas corridas e dar visibilidade às marcas que nos apoiarem. O Adrián Campos, dono da equipe, achou uma boa ideia unir o meu potencial como piloto ao potencial de marketing.

Só o sobrenome não será suficiente para vencer corridas...
Sei disso, mas estou muito seguro a respeito das minhas possibilidades. Sempre que tenho um bom carro, entrego bons resultados. Mostrei isso na Fórmula 3 e na GP2, as categorias de acesso à Fórmula 1.

O que você espera do carro da Campos Meta?
Nem eu nem a equipe sabemos do que o carro será capaz. Há muitas variáveis, todos os sistemas são novos, tudo tem de ser averiguado e provado. Seria ótimo se o carro fosse uma grande boa surpresa logo de cara, mas isso é improvável. A temporada do ano que vem será de aprendizado para mim e para a equipe.

Como foi a negociação?
Levamos dias e dias para fechar o contrato, porque eles falavam em espanhol e eu e minha irmã, Bianca, que é minha empresária, somos fluentes em inglês. No fim, nós nos entendemos. O contrato tem umas sessenta páginas, e diz tudo o que eu posso e não posso fazer. Quase tudo é confidencial, mas, só para ilustrar, fiquei proibido de esquiar e de praticar windsurf. De modo geral, todos os esportes radicais estão vetados. Boxe eu posso praticar, mas só como preparação física.
"As equipes pedem muito dinheiro para fechar contrato com um piloto estreante. Conversei com todas neste ano, menos com a Ferrari. Queriam pelo menos 5 milhões de euros para assinar comigo. Piloto em início de carreira só entra se arranjar patrocinadores"

Quantas vezes você pilotou um Fórmula 1?
Até hoje, só uma vez, quando fiz testes para a Honda, que se transformou na Brawn. No total, foram dois dias.

Como você se saiu?
Eu estranhei. Não encaixava direito no banco e, como sou muito magro, o cinto sobrava no ombro. Nas curvas, ficava solto dentro do carro. Andei o tempo todo com a cabeça colada no encosto, para me firmar. É terrível. A cabeça fica batendo, você sente vibração o tempo todo. Saí com dor de cabeça. Ainda assim, fiquei só 0,2 segundo atrás do Jenson Button, que foi o campeão deste ano.

O que o pessoal da Brawn achou?
Quase fiquei com uma vaga na equipe, mas, como eles tiveram poucos dias para treinar antes de o campeonato começar, acharam temeroso colocar um estreante. Fecharam com o Rubinho Barrichello, que é muito mais experiente. Mas eu quase fiquei com o lugar dele.
Você ficaria chateado se tivesse tirado a vaga de outro brasileiro?
Nessa hora não tem amigo. Você está fazendo a sua carreira, disputando com outro piloto. Se é o Rubinho ou outra pessoa, não importa.

Seu tio adorava correr na chuva. E você?
Quando você corre debaixo de chuva, a condição muda a cada volta. Você precisa ter confiança. Eu arrisco bastante, porque sei que vou conseguir segurar o carro. Sempre que o carro está meio ruim e começa a chover, meu rendimento melhora muito. Adoro pilotar na chuva.

Como você vai reagir se o chefe da sua equipe mandar você dar passagem ao seu companheiro?
Se eu estivesse na frente na pontuação do campeonato, lutando com o outro piloto, não aceitaria a ordem. Digamos que seria o caso de uma longa negociação pelo rádio. Mas, se o outro piloto estivesse numa posição muito melhor no campeonato, eu poderia ceder.

Isso é lícito?
A equipe tem o direito de ajudar o piloto que está em melhor posição. Se você está na frente no campeonato, com chance de ganhar, e o outro piloto da equipe está atrapalhando, acho natural que ele ceda. Quem não quer ficar nessa posição não se coloque nela. Se você está tomando pau, vai ficar para trás e a equipe vai priorizar o outro. É assim que funciona: quem tem melhor desempenho tem prioridade. Esporte é assim, é uma coisa predatória. O mundo é assim.

Você bateria o carro se o chefe de equipe mandasse?
Não. Uma coisa é seguir a estratégia da equipe e outra é arriscar a própria vida e a dos demais.

Nelsinho Piquet, que bateu de propósito e confessou, tem chance de voltar a pilotar na Fórmula 1?
Acho que tem muita gente que não quer chamar o Nelsinho por receio de que, depois, ele torne públicos assuntos internos da equipe, como fez na Renault. Houve uma quebra de confiança. Não estou julgando se é certo ou errado o que ele fez, mas a sensação que as pessoas têm é essa. O cara tem um contrato de confidencialidade, mas deu publicidade a algo que não deveria sair do âmbito da equipe. O Nelsinho pode ser bem rápido, mas vai ser difícil ele arranjar emprego.

Você é amigo de algum piloto brasileiro de Fórmula 1?
Não.

Algum piloto ligou para dar parabéns por você ter entrado na categoria?
O Felipe Massa.

Como um piloto se prepara fisicamente para correr na Fórmula 1?
Hoje em dia, é preciso fazer muito exercício físico. Se você começa a se cansar no carro, perde a concentração e fica mais lento, coisa de dois ou três décimos de segundo por volta. Isso não parece nada, mas, se você multiplicar três décimos de segundo por volta, em quarenta voltas dá uma diferença grande. Você tem de estar sempre muito bem preparado fisicamente, sempre sobrando.

Você está em forma?
Tenho 1,80 metro, 68 quilos e 7% de taxa de gordura corporal. Ando de bicicleta e pratico natação. Pedalo, no mínimo, uns 240 quilômetros por semana. Costumo nadar uns 2 quilômetros por dia. Mas não é bom exagerar na natação, porque os ombros podem crescer muito e isso atrapalha dentro do cockpit do carro. Mas eu posso pedalar à vontade porque os músculos das minhas pernas não aumentam muito.

Há algum exercício específico para pilotos?
Faço exercícios para o pescoço. É preciso ter o pescoço forte para aguentar a pressão nas curvas de alta velocidade. Eu tenho um aparelho específico, igual aos de algumas academias. Você se senta em um banco, amarra-se com um cinto, põe um capacete que fica ligado a umas polias, presas a pesos. Depois movimenta o pescoço para os lados e puxa os pesos. Eu consigo levantar mais peso com o pescoço do que com os braços. Com o pescoço, levanto até 25 quilos.

Você usa óculos?
Não. Eu tenho 0,25 grau de hipermetropia nos dois olhos, mas isso não me atrapalha. De longe, enxergo bem.

Tem namorada?
Não.

Além dos carros de corrida, você gosta de carros de passeio?
Adoro. Entendo de mecânica. Aqui no Brasil, não tenho carro. Pego aquele que estiver sobrando na garagem. Na Inglaterra, onde moro, tenho uma BMW 335i. Ela está ligeiramente modificada, com umas coisinhas eletrônicas... Está com 400 cavalos de potência. O próximo dono do carro vai se espantar com ele.

Quanto você ganhou desde que começou a correr?
De patrocínio, deve ter dado uns 3 milhões de euros, desde 2005. O problema é que você sempre gasta mais do que o planejado. O automobilismo é realmente um esporte caro.

http://veja.abril.com.br/111109/ayrton-nao-e-meu-idolo-p-21.shtml


Bruno Senna "Vencer na F1 é o que fará minha imagem"

Senna: "Vencer na F-1 é o que fará minha imagem"

"Chego até aqui por bons resultados, não pelo sobrenome", afirma o brasileiro



Bruno Senna testa Honda em 2008 ampliar foto



Em entrevista à rádio Bandeirantes na tarde deste sábado, Bruno Senna, piloto da Campos, falou a respeito de diversos assuntos _entre eles sua estreia na F-1, o desenvolvimento de sua equipe e as comparações com seu tio, o lendário Ayrton Senna.

O jovem brasileiro mostrou desenvoltura e segurança ao lidar com a pressão de carregar um dos sobrenomes mais bem-sucedidos da história da categoria: "Sempre tive que absorver a pressão por causa do sobrenome, desde a primeira corrida", disse.

Com metas realísticas para sua temporada de estreia na F-1, Senna destacou que chega à categoria máxima do automobilismo por seus próprios resultados, não por ter um sobrenome famoso: "Eu sou o Bruno, não sou o sobrinho do Ayrton. Vencer corridas é o que vai criar minha imagem".

Confira os principais trechos da entrevista:

Parceria da Campos com a Cosworth

"Acho que a Cosworth vai fornecer um material parecido para todas as equipes, porque é interessante fazer o melhor desenvolvimento possível. Ainda há muito o que aprender com o novo regulamento da F-1 [para 2010]. O maior desafio será fazer o motor consumir menos combustível. A experiência de uma equipe como a Williams fará toda a diferença para eles."

"Imagino que as diferenças entre os motores das novas equipes não serão grandes. O pessoal da Campos já tem um dos melhores relacionamentos com a Cosworth, foi a primeira das novas equipes a firmar contrato com eles, então parece que eles estão fazendo um trabalho bem interessante desde o começo."

A expectativa em torno do sobrenome Senna

"Realmente, a gente tem uma tarefa um pouco difícil na F-1, que é superar a expectativa das pessoas. Mas como eu sempre disse, isso sempre foi uma constante na minha carreira. Sempre tive que absorver a pressão por causa do sobrenome, desde o primeiro treino, a primeira corrida, quando as pessoas ficaram olhando e comparando com alguém que é relacionado a você."

"O Ayrton foi super bem sucedido na F-1 e na carreira dele em geral, então vou ter que 'ralar' um pouco, mas tenho certeza de que os resultados que tive na minha carreira não vieram por causa do sobrenome. Eu realmente me esforço muito para conseguir atingir os meus objetivos e, em pouco tempo, tive um bom sucesso."

A adaptação à F-1

"Todo ano há uma coisa nova para aprender e para se acostumar. Mas, na verdade, estou um pouco tranquilo e aliviado, porque a parte da negociação é um pouco mais desgastante do que o esforço em termos esportivos, de estar com a equipe... Ter os pés no chão ali, em um lugar sólido no qual vou poder focar meu trabalho, me faz ter muito mais energia, muito mais vontade de malhar e de gastar tempo fazendo as coisas que vão me levar para frente ao invés de ficar negociando. Essa parte é mais estressante do que a parte esportiva em si."

Mérito por resultados, não pelo sobrenome

"Com certeza o sobrenome ajuda, porque hoje em dia é muito difícil conseguir patrocinadores e parcerias. Tive este privilégio de poder utilizar meu sobrenome para fazer com que a imprensa se interessasse por mim. Mas nada disso vem de graça. Sei que se eu tivesse uma performance muito baixa, se eu não fosse um piloto capaz, não teria nenhum dos benefícios desse sobrenome."

"Isso tudo é por trabalho e por dedicação. Não tenho nenhum sentimento de ter tido vantagem sobre outras pessoas, porque sei que a única razão pela qual tive a oportunidade de ter os patrocínios e a publicidade que eu tenho são os resultados que tive desde o começo. A prova disso é que no meu primeiro ano [de automobilismo], em 2005, o numero de parcerias que eu tinha era muito baixo. A partir do momento em que eu tive bons resultados, empresas como Embratel e Santander tiveram a confiança de se ligar a mim. Com certeza isso me traz bastante segurança de que estou chegando lá por mérito, e não por causa do sobrenome."

"Tive boa performance em todos os carros em que eu andei. Não tenho como dizer que a GP2 é o único lugar para você demonstrar potencial. O [Kamui] Kobayashi não teve anos bem sucedidos na GP2, com exceção da versão asiática da categoria, onde ele foi campeão, mas na europeia, não sei se por causa da equipe, mas a performance dele não foi muito a par do que ele fez na F-1. Então, realmente, isso faz com que as coisas sejam um pouco mais difíceis de se classificar. Mas com certeza, como piloto, você tem que saber andar rápido no carro que for. É isso que faz um piloto ser bom."

Expectativa pelo companheiro de equipe

"O ideal seria um piloto experiente pra ajudar a equipe. O Pedro de La Rosa seria uma ótima opção nesse aspecto, porque ele tem a experiência da McLaren, vai ajudar a equipe a se desenvolver e andar em um caminho mais sólido. Para mim, seria ótimo aprender com ele. Também tem a questão do piloto que traz dinheiro e patrocínio, o que em uma equipe nova é algo fundamental."

"Tem um lado bom para cada parte, mas se eu pudesse escolher, com certeza eu escolheria o piloto experiente, para poder aprender mais rápido. Não tive muito contato com a equipe a respeito disso, estamos focados mais no desenvolvimento do carro, mas imagino que nos próximos dias eu tenha mais um pouco de informação sobre isso. Não sei a quantas anda a negociação deles com outros pilotos, mas acho importante eles tomarem uma decisão mais cedo, para que os dois pilotos trabalhem juntos e levem a equipe pra frente."

Rivalidade com Barrichello?

"Absolutamente não. Preciso deixar bem claro que só esportistas conhecem como funciona a competição dentro do esporte. Tive alguns anos para aprender a respeito disso. A gente está disputando, o esporte é um ambiente extremamente predatório e todo mundo quer vencer. Se um vence, o outro não vence."

"Disputa por vaga é algo que acontece e não tenho nenhuma mágoa. Minha relação com o Rubinho continua saudável como sempre foi, e com relação aos outros pilotos é a mesma coisa. Tem sempre a 'máfia' brasileira no paddock, a gente se reúne e fica fazendo piada de todo mundo [risos]. Sempre cria-se uma rixa com um piloto quando há um encontro ou um toque na pista, mas tirando isso, tudo acontece numa boa."

Nenhuma verba para a equipe

"Não levamos patrocínio para a equipe. O contrato que fechei com a Campos não dependia de nenhum termo financeiro, e o que vamos fazer agora é trabalhar juntos para criar picos de patrocinadores com a equipe. Este é o objetivo agora. Foi uma proposta muito boa que eles fizeram para mim, porque eles apostaram no meu potencial de performance e no potencial que teremos para conquistar patrocínios com o meu nome."

Os objetivos para 2010

"É claro que, como todo piloto competitivo, eu adoraria poder marcar pontos e fazer pódios, mas temos que ajustar as expectativas com as condições apresentadas. Vou ajustar as expectativas de acordo com a performance do carro. Eu gostaria realmente de marcar pontos no ano que vem, mas o primeiro objetivo mesmo, para a primeira corrida, é chegar ao fim, sem problemas mecânicos ou de performance, e aprender durante o campeonato. Claro que se o carro for maravilhoso desde a primeira corrida, espero ficar entre os cinco primeiros, mas realisticamente, o primeiro objetivo é terminar a corrida e ir aprendendo aos poucos."

"Não tenho receio de ser agressivo"

"Acho que não tenho muito como mudar minha filosofia de trabalho de competição. Vou com certeza fazer sempre o meu máximo. Definitivamente, no começo, tenho que tomar um pouco de cuidado, mas vou fazer sempre o máximo durante as corridas. Não tenho receio de atacar e de fazer as coisas com agressividade. É importante não se sentir acuado pelo fato de estar na F-1. Você tem sempre que fazer o melhor trabalho possível. O Kobayashi provou isso de uma forma muito interessante e eu sou partidário da filosofia dele."

Os primeiros eventos como piloto da Campos

"Das equipes novas, a Campos tem o carro mais adiantado. Já passou nos dois crash tests, frontal e lateral, que são os mais importantes, e isso me passa muita confiança. A equipe está arcando com os custos de forma bem positiva, não há corte de trabalho por causa da parte financeira. Isso me inspira muita confiança, porque esta é uma parte muito importante."

"Amanhã vou pra Itália, ver o carro, molde do banco, ajustar o monocoque, trabalhar com o volante... Segunda-feira será um dia bem importante para o começo do desenvolvimento da equipe comigo. A apresentação oficial será na terça-feira, em Murcia [na Espanha], onde fica a sede da equipe, então as coisas já começam a ficar mais oficiais neste sentido."

As comparações com Ayrton

"A melhor forma de evitar as comparações é ter meus próprios resultados e meu próprio sucesso. Não tenho que ficar falando que não quero seguir os passos do Ayrton, que não quero ser melhor ou pior do que ele. É importante chegar na pista, fazer um bom trabalho e é isso que eu tento fazer. Minha imagem se tornou mais forte com as pessoas de dentro e fora do automobilismo a partir do momento que eu obtive resultados. Vencer corridas é o que vai criar minha imagem de Bruno, não de sobrinho do Ayrton."

"Eu sou o Bruno. Estou chegando na F-1 por méritos próprios, não porque tenho um sobrenome importante."

"Não tenho medo de atacar", diz Bruno Senna

"Não tenho medo de atacar", diz Bruno Senna







Estreante na Fórmula 1 pela equipe Campos, Bruno Senna quer chegar na categoria em 2010 e mostrar o seu estilo de correr sem receio. Para isso, ele usou o japonês Kamui Kobayashi como exemplo.

"Acho que não tenho muito como mudar minha filosofia de trabalho de competição. Vou com certeza fazer sempre o meu máximo. Definitivamente, no começo, tenho que tomar um pouco de cuidado, mas vou fazer sempre o máximo durante as corridas", disse.

"Não tenho receio de atacar e de fazer as coisas com agressividade. É importante não se sentir acuado pelo fato de estar na F1. Você tem sempre que fazer o melhor trabalho possível. O Kobayashi provou isso de uma forma muito interessante e eu sou partidário da filosofia dele", emendou o brasileiro, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Ele disse ainda que acredita em um bom motor em seu carro. Os propulsores da Campos, assim como da Williams e de outras equipes novas, será a Cosworth.

"Acho que a Cosworth vai fornecer um material parecido para todas as equipes, porque é interessante fazer o melhor desenvolvimento possível. Ainda há muito o que aprender com o novo regulamento da F1. O maior desafio será fazer o motor consumir menos combustível. A experiência de uma equipe como a Williams fará toda a diferença para eles", analisou.

Ainda sem um companheiro definido, Bruno Senna disse que gostaria que o principal candidato ao posto seja um piloto experiente.

"O ideal seria um piloto experiente pra ajudar a equipe. O Pedro de La Rosa seria uma ótima opção nesse aspecto, porque ele tem a experiência da McLaren, vai ajudar a equipe a se desenvolver e andar em um caminho mais sólido. Para mim, seria ótimo aprender com ele", afirmou.

"Também tem a questão do piloto que traz dinheiro e patrocínio, o que em uma equipe nova é algo fundamental. Tem um lado bom para cada parte, mas se eu pudesse escolher, com certeza eu escolheria o piloto experiente, para poder aprender mais rápido", destacou, antes de encerrar.

"Não tive muito contato com a equipe a respeito disso, estamos focados mais no desenvolvimento do carro, mas imagino que nos próximos dias eu tenha um pouco de informação. Não sei a quantas anda a negociação deles com outros pilotos, mas acho importante eles tomarem uma decisão mais cedo, para que os dois pilotos trabalhem juntos e levem a equipe pra frente", disse Bruno, que não levou nenhum patrocínio para a Campos.

Site Terra

Nome Senna volta a Fórmula 1

O nome da família Senna voltará à Fórmula1 na próxima temporada, quando Bruno Senna, sobrinho do tri campeão mundial Ayrton, corridas com a equipe da Meta Campos.

O time espanhol confirmou lugar de Senna na equipe em um comunicado no sábado passado, dia 31 de outubro.

Senna, vice-campeão da GP2 em 2008, disse que estava muito feliz por, finalmente, garantir uma unidade na Fórmula Um, depois de meses de especulação e de semanas de negociações.

Ele confirmou a notícia em um breve comunicado no qual disse: "Eu quero agradecer a todos. Depois de semanas de negociações, finalmente conseguiram fechar um negócio.

"Estou muito contente e quero compartilhar minha felicidade com os fãs. Está na hora de colocar minha cabeça para baixo e se preparar para o próximo ano. Há muito trabalho pela frente."

Campos Meta CEO Enrique Rodriguez de Castro disse: "Para Campos Meta, é uma honra extraordinária para retornar o nome de Senna para a Fórmula.

"O acordo com Senna confirma e reforça o nosso objectivo primordial do ser não apenas o primeiro espanhol de Fórmula 1 da equipe, mas sim o primeiro-ibérico F1 Team americano.

"A Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016, e três pilotos na F1 - é claro que o Brasil está chegando!"

Ayrton Senna, que ganhou o título Mundial de Pilotos, três vezes, foi morto em um acidente ocorrido em 1994 no GP de San Marino.

Bruno Senna, acrescentou: "Estou absolutamente encantado a cumprir um sonho de vida. Agora é hora de definir novas metas. O projeto que desenvolveu Campos Meta 1 é projetado para ter sucesso dentro e fora da pista."

De Castro disse que ficou surpreso com os progressos que Bruno Senna tinha feito nas corridas de monolugares como júnior apenas alguns anos atrás, para chegar a Fórmula.

Ele acrescentou: "Nós o seguimos de perto desde seus primeiros dias em pequenas Series e testemunhamos a rapidez com que ele desenvolveu a sua velocidade e habilidades na GP2 . Tornando se um dos mais promissores pilotos provenientes da sua geração.

"É espantoso o quão rápido ele está entrando no cenário de F1 depois de apenas alguns anos no automobilismo."

theage.com.au

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Apresentação oficial de Bruno Senna na Campos Meta deverá ocorrer na terça-feira

Segundo o Diário "AS", a apresentação oficial do piloto Bruno Senna ocorrerá na próxima terça-feira, às 17:00 horas (horário local), no Parque Tecnológico Fuente Alamo de Murcia, na sede da equipe Campos Meta.

Nesta sexta, o BLOG DENTRO E FORA DAS PISTAS, do jornalista Felipe Motta, entrevistará o piloto. Quem desejar enviar perguntas, acesse:
http://blogs.jovempan.uol.com.br/f1/sem-categoria/ligacao-direta-com-bruno-senna/

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quieres trabajar en Campos Meta?

Campos Meta necesita

Chief Race Engineer (Ingeniero Jefe de Carrera)
Race Engineer (Ingeniero de Carrera)
Performance Engineer (Ingeniero de Rendimiento)
System Engineer (Ingeniero de Sistemas)
Trackside Control Engineer (Ingeniero de Control de Pista)
Hydraulics Engineer (Ingeniero Hidráulico)
Travel Coordinator (Coordinador de Viaje)
Number One Mechanic (Mecánico de Primera)
Number Two Mechanics (Mecánicos de Segunda)
GearBox Technician (Técnico de Cambios)
Hydraulic Technician (Técnico Hidráulico)
Spares/Lifing Coordinator (Coordinador de Repuestos)
Composite Technician (Técnico de Compuestos)
Sub Assembly Technician (Técnico de Ensamblado)
Truckies (Camioneros)
Radio/Communication Technician (Técnico de Radio y Comunicaciones)
IT Manager (Manager IT)
Quality Inspector (Inspector de Calidad)
TrackSide NDT Technician (Técnico de Pruebas)
Technician Buyer (Técnico de Compras)

Todos los puestos requieren reciente experiencia en Formula 1 y excelentes dotes de comunicación, la mayoría de los puestos disponibles son para formar parte del equipo, por lo que se requiere disponibilidad total a viajar.

Si alguien cree que puede tener alguna opción, aquí dejo el email para mandar el currículo: rrhh@camposmeta.com

Etiquetas: campos, currículo, meta, trabajo

http://www.camposmeta.net/forum/topics/quieres-trabajar-en-campos