Blog Sem Fins Lucrativos, somente com o intuito de divulgar a carreira do piloto Bruno Senna e o IAS. Carol Lo Re

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Contagem regressiva para a apresentação oficial do FW34 da Williams F1

Lembrando que nesta terça-feira, dia 07, por volta das 05:45 (horário de Brasília), a equipe Williams F1 apresentará o modelo FW34 com o qual Bruno Senna disputará a temporada.

Foto: Twitter - @rubensmenin (Presidente da @mrvengenharia)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

7 de fevereiro lançamento do FW34 em Jerez

A Williams já tem data, hora e local de lançamento do modelo que será usado pela equipe na temporada 2012 da F1, o FW34.

O carro será apresentado na próxima terça-feira, 7 de fevereiro, dia em que começa a primeira sessão de testes da pré-temporada, no autódromo de Jerez, na Espanha.


De acordo com informações oficiais da escuderia, o lançamento acontece às 8h30 do horário local (5h30 em Brasília), meia hora antes da abertura da pista, e será feito pelos pilotos titulares, Pastor Maldonado e Bruno Senna.
Sorte Bruno Senna!! E que este ano de 2012 seja de muitas conquistas e alegrias!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Viviane Senna fala do sofrimento que é assistir Bruno Senna pilotando.

Assistir ao Bruno correndo de F-1 é um sofrimento

Mãe do piloto da Williams diz que não gosta do ambiente da categoria e que a família Senna não teria cacife para 'comprar' vaga


As lembranças do irmão Ayrton estão por todas as partes. Logo na entrada, o clássico McLaren número 27 dá as boas-vindas na sede do instituto que leva o nome do tricampeão e que Viviane, 53, comanda desde sua morte, em 1994, no GP de San Marino.

E é ao lado de uma enorme foto do piloto que a psicóloga e empresária recebe a Folha para falar do filho, Bruno, também piloto, que vai para seu terceiro ano na categoria que imortalizou o tio.

Depois de um ano na nanica Hispania e de ter feito as últimas oito corridas de 2011 na Renault, Bruno correrá pela Williams, equipe em que Senna corria quando morreu.

Seria o encerramento de um ciclo para os Senna? Viviane fica calada, pensativa. E, de repente, começa a rir.

"Nossa, na verdade, eu não tinha pensado nisso. Acho engraçado que, no ano passado, o Bruno correu numa equipe em que o Ayrton começou. Agora, vai para um time em que o Ayrton terminou sua história. Essas coincidências são engraçadas", diz.



Folha - Como é ser mãe de piloto num ambiente predominantemente masculino?

Viviane Senna - A F-1 não é exatamente um ambiente que eu gostaria de frequentar. Só acompanho por causa do Bruno. Não é um esporte de que eu goste. Mas o importante é que ele tenha um suporte familiar, assim como o Ayrton tinha. Eu, a Bianca e a Paula [suas outras filhas] nos revezamos. Infelizmente, ele não tem o pai [Flávio, morto num acidente de moto em 1996], mas a gente tenta como pode cobrir esse vazio.

Bruno vai para sua terceira temporada. Agora deslancha?
Na F-1, nunca dá para dizer que sim ou que não por causa da imprevisibilidade. Há muitos fatores, seja de natureza pessoal, política ou econômica. Acredito que pela primeira vez ele vai ter condições mais normais de correr. Isso é difícil para as pessoas entenderem. É normal terem como referência uma carreira comum, o que o Bruno não teve, pois entrou com uma defasagem de uns dez anos [começou a correr aos 21]. Agora, ele precisa de tempo, um ou dois anos, para desenvolver o que é. O Ayrton levou anos para ser campeão. Nem sempre as pessoas têm isso em mente. Elas começam a enxergar um piloto na hora em que ele é campeão e esquecem que houve "x" anos para ele chegar a esse ponto.

O fato de você ser uma empresária bem-sucedida o ajuda a conseguir patrocinadores?
Sem dúvida. Acho que é um conjunto de fatores, e esse é um deles. Ninguém, mesmo com essas condições favoráveis, investiria num piloto se ele não tivesse performance. E ninguém chega à F-1 se não tiver performance. Não é nome que coloca alguém lá, é resultado. Mesmo eu tendo bons relacionamentos e existindo boas empresas que poderiam apoiar o Bruno, se as pessoas não acreditassem nele, elas não investiriam. Isso é investimento, e ninguém investe no que não acredita.

Chegou a pensar em colocar dinheiro do próprio bolso?
Não, porque a gente já investiu na carreira dele no início. O patamar em que ele está não é do nosso tamanho.

Bruno lida muito bem com o fato de ser um Senna. Foi algo que vocês conversavam antes de ele chegar à F-1?
Ele lida excepcionalmente bem com isso, realmente. Eu não sei se eu lidaria tão bem como ele. Acho que ele desenvolveu uma maturidade além do que seria esperado para alguém da idade dele. É natural que as pessoas atribuam a ele uma série de coisas, criem uma expectativa muito alta que gere pressão. Eu fico pressionada, ele não! Na verdade, a pressão que ele tem é a dele mesmo, exatamente como acontecia com o Ayrton. Acho que tem um pouco a ver com o fato de o Bruno ter tido um caminho diferente antes de chegar na F-1. Os meninos chegam muito jovens para toda essa pressão. O Bruno já chegou mais maduro e teve um trajeto de vida, de estudo, de vida familiar, muito estruturado.

No que mais se parece com o tio?
O primeiro ponto é a exigência. O Ayrton era muito exigente com ele mesmo, e o Bruno também é. Isso é uma qualidade, mas que precisa tomar cuidado para não virar um defeito. Além disso, tem a questão da dedicação. O Ayrton era muito dedicado, dava 100% de energia para fazer qualquer coisa. O Bruno também, não tem meio-termo. Ele nunca gostou de fazer ginástica, por exemplo. Hoje é um superatleta. Outra coisa é persistência. A do Ayrton é famosa desde pequeno, e o Bruno teve que ser muito persistente para chegar onde chegou, porque estes quatro últimos anos foram muito difíceis. Eles também são inteligentes. E os dois têm carisma, têm algo que cativa as pessoas. Todo mundo me falava do Ayrton e hoje me falam o mesmo do Bruno. Eu diria que a principal diferença é que o Ayrton era muito impulsivo, e o Bruno é mais calmo, estável, algo que o Ayrton foi conquistando com o tempo.

Como é ver o Bruno pilotando?
É um sofrimento toda corrida, até o último minuto. A corrida boa para mim é a corrida que termina. Assisto a todas as corridas do Bruno e é como era na época do Ayrton... uma aflição. Porque você pode estar ganhando e, na última volta, acontecer alguma coisa. É sempre uma ansiedade, porque você nunca sabe o que pode acontecer. O que é aflitivo em F-1 para mim é que você não é o único elemento definidor do resultado. É muito diferente quando as coisas dependem só de você e não de vários fatores que vão dos freios aos pneus, ao motor, à eletrônica. A equipe, a chuva, os outros pilotos... São tantas variáveis que é muito aflitivo porque você pode dar 400%, e isso não garante nada.

E para os seus pais, como é?
Olha, no começo, assim como eu, eles não queriam que o Bruno corresse. Foi uma decisão que meus pais já tinham tido com o Ayrton, que meu pai também não queria que corresse. Eles só o deixaram andar um ano e depois o proibiram. Mas perceberam que o Ayrton estava um morto-vivo. Ele não fazia nada de errado, mas parecia uma lâmpada apagada. Eles chegaram à conclusão de que era melhor deixá-lo ser o que era do que viver uma morte em vida. Com o Bruno está sendo igual. A minha dúvida inicial, que me fez enrolá-lo por dois anos, foi saber se era mesmo aquilo que ele queria. Se não era só pela influência do Ayrton ou se era coisa da idade. Quando eu percebi que não era, tomei a decisão. Se é a natureza dele, a gente não pode se colocar contra, e sim a favor. Então meus pais hoje passaram a aceitar, apoiar, sofrer e a torcer junto.

Acha que, se você não tivesse tentado segurá-lo, se ele tivesse começado cedo, a carreira dele seria diferente?
Com certeza. Se o Bruno tivesse tido uma carreira normal, ele teria um desempenho muito melhor hoje por questão lógica. Com o pouco tempo que ele tem, ele tem uma curva de aprendizagem muito alta. De um ano para o outro, ele muda de patamar.

Como foi ver o Bruno vestindo o uniforme da Williams?
[silêncio] É um... A gente sempre tem um misto quando vê o Bruno na situação anterior e na atual. Foi tão importante ele conquistar esse lugar que a gente ficou muito feliz. Ele estava muito feliz, e a gente ficou porque foi uma grande luta, uma conquista. Tinha muita gente lutando por esta vaga, gente qualificada, bons nomes. A chance era pequena, e o Bruno foi escolhido por suas qualidades. As pessoas perguntam se o que ele levou de patrocínio foi determinante, mas foi o oposto. A equipe sabia que tinha patrocínio e nem sequer perguntou quanto era, como era. O que o time queria saber era a capacidade do Bruno. Ele podia ter o patrocínio que fosse, mas, se não tivesse agradado, não estaria lá. O fato de ter patrocínio não é, de maneira nenhuma, demérito. Ter patrocínio é um sinal de capacidade do Bruno e um orgulho. Isso é um orgulho para qualquer atleta.

Você vê a ida do Bruno para a Williams como o encerramento de um ciclo?
[silêncio] Nossa, na verdade eu não tinha pensado nisso [risos]. Quando o Bruno ganhou em Mônaco, pela GP2, foi exatamente no mesmo dia em que o Ayrton tinha vencido lá, 15 ou 20 anos depois, já não lembro mais. Mas foi no mesmo dia, num domingo, só faltava ter sido o mesmo horário [risos]. É inacreditável... Tem umas coincidências muito estranhas. Eu sinceramente não sei te responder a essa pergunta, mas sei lá, pode ser. Engraçado isso, eu não tinha me dado conta. Quem sabe?

TATIANA CUNHA
DE SÃO PAULO
Folha - UOL

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Bruno Senna responde a perguntas no twitter da equipe Williams F1


Nesta sexta-feira, Bruno Senna esteve na fábrica da Williams F1, em Grove, na Inglaterra. Ele também respondeu algumas perguntas que os torcedores encaminharam para o perfil da equipe inglesa no Twitter @WilliamsF1Team. Diante de muitas questões parecidas, a equipe fez uma compilação dessas perguntas que assim foram respondidas pelo Bruno:

1 - What is the biggest thing to get used to when changing team?
Bruno: “First thing meeting everyone. Learning new work procedures and getting a good working relationship, this takes time is very important”.

2 - What was the Senna family's reaction to the news of you joining Williams?
Bruno: “Everyone was really happy! My grandparents were extremely happy when I called. It’s a great atmosphere in my family right now.”

3 - What is the best race track you've raced at outside of F1?
Bruno: “Macau – in F3 – I’ve not been particularly successful there but it’s certainly the most challenging race track in the world

4 - How would you describe the sensation of driving an F1 car?
Bruno: “Everything happens very fast! You get a lot of vibrations; like being in a big blender... it throws you around and is very hot! The thrill you get from taking corners fast, braking on the limit competing is second to none.

5 - Which of the past Williams F1 cars would you love to drive and against which driver?
Bruno: “1993 active suspension cars as they dominated – they’d be amazing to drive. I’d like drive against every driver past and present-it’s difficult to choose. If I could drive against my uncle it would be amazing”.

6 - Other than Ayrton, which drivers have inspired you the most?
Bruno: "People like M Schumacher have had great careers-the way they prioritise motor racing. Fernando Sebastian are good examples too ..”. some of the older guys too like Alain Prost. He was a very intelligent driver who knew how to win races and championships....
Every driver has a bit of something you’d like to take.”

7 - If @BSenna was stranded on a desert island, what luxury item would he chose?
Bruno: “A pair of sunglasses would be handy!”

8 - Bruno, you love video games: did it help you the first time you tried the simulator ?
Bruno: “If games were too close to reality fewer people could have fun with them. I love games but the simulator is a very different feel”.

9 - The support you have had has been immense the past few days, were you aware of how much support you had?
Bruno: “Honestly, I was pleasantly surprised by how much feedback we got. There was so much anticipation and as soon as the news came out everybody was reacting and commenting on twitter and my website. For me, it’s really satisfying to be in the position where people are supporting me with that sort of energy.”

10 - Have you guys told @BSenna about @iRacing and if so, what does he think of it?
Bruno: “I haven’t been on it yet but Rubens and Felipe are crazy about it. Unfortunately I haven’t had enough time to try it yet”.

11 - Bruno if you had to live in a racetrack like a house which one would it be?
Bruno: “That’s difficult because you want nice weather!...." Monza would be good:nice track,nice place and good weather but for driving I’d live at Spa and drive around the track the whole day”.


Tradução livre:

1 – Qual a coisa mais importante para se acostumar ao mudar de equipe?
A primeira coisa é conhecer todos, aprender os novos procedimentos de trabalho e começar um bom relacionamento de trabalho, isso leva tempo e é muito importante.

2 – Qual foi a reação da família Senna diante da notícia de que você iria correr pela equipe Williams F1?
Todo mundo ficou muito feliz! Quando liguei e dei a notícia aos meus avós, eles ficaram extremamente contentes. Há uma ótima atmosfera na minha família agora.

3 – Qual a melhor pista em que você correu fora da F1?
Macau onde competi pela Fórmula 3. Apesar de que não ter obtido um grande resultado lá, é certamente a pista mais desafiadora do mundo.

4 – Como você descreveria a sensação de pilotar um carro de F1?
Tudo acontece muito rápido! Você sofre muito com as vibrações. É como se você estivesse em um grande liquidificador. Ele gira em torno de você e é muito quente! Agora, é emocionante a sensação de você entrar rápido numa curva, frear no limite da disputa ...

5 – Qual dos carros antigos da Williams você gostaria de pilotar e contra qual piloto?
Seria incrível pilotar os carros de 1993 com a suspensão ativa, como eram chamados. Eu gostaria de pilotar contra qualquer piloto do passado e do presente, é uma escolha difícil. Se eu pudesse competir com o meu tio seria incrível .

6 – Além do Ayrton, em quais outros pilotos você mais se inspira?
Pilotos que têm carreiras bem sucedidas no automobilismo como Michael Schumacher. Fernando Alonso e Sebastian Vettel também são bons exemplos. Alguns pilotos antigos também, como o Alain Prost. Ele era um piloto muito inteligente que sabia como vencer corridas e campeonatos. Enfim, cada piloto tem um pouco de algo que você gostaria de ter.

7 – Se você ficasse preso em uma ilha deserta, qual objeto luxuoso você escolheria?
Um par de óculos de sol seria muito útil.

8 – Bruno, você adora jogos de vídeo game. Isso te ajudou na primeira vez em que guiou no simulador?
Se os jogos fossem muito próximos da realidade menos pessoas poderiam se divertir com eles. Eu adoro jogos, mas a sensação no simulador é muito diferente.

9 – O apoio dos torcedores que você teve foi imenso nos últimos dias. Você estava ciente dessa enorme torcida?
Honestamente, eu fiquei agradavelmente surpreso com o tamanho retorno que eu tenho. A expectativa era enorme e assim que a notícia saiu estava todo mundo comentando no meu twitter e no meu site. Para mim é muito gratificante receber o apoio de tanta gente com essa energia boa.

10 – Qual sua opinião a respeito do iRacing (simulador de corridas online, que nasceu em meados de 2006 como um simulador de Nascar e foi incorporando outras categorias e tomando grandes proporções)?
Infelizmente, eu ainda não tive tempo de testá-lo. Mas o Rubens e o Felipe são loucos pelo iRacing.

11 – Bruno se você pudesse escolher um lugar para viver próximo a uma pista, qual seria?
Isso é difícil porque você quer um clima agradável. Monza seria bom. Tem boa música, é um lugar agradável e tem um clima bom. Mas pensando apenas na pilotagem, eu viveria em Spa-Francorchamps e ficaria na pista pilotando o dia inteiro.

Foto: Twitter - @WilliamsF1Team

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Video: Behind the scenes with Bruno Senna



Fonte: Youtube - WilliamsF1TV

"QUERO APROVEITAR AO MÁXIMO ESSA OPORTUNIDADE"

Quero aproveitar ao máximo essa oportunidade"
Confira a primeira entrevista de Bruno Senna como piloto da Williams




Pergunta - Agora que você foi confirmado como piloto da Williams, quais suas expectativas para 2012?

Resposta - Estou feliz de fazer parte de uma equipe com tamanha tradição. Estou orgulhoso de ter sido escolhido pela Williams num ano que será tão importante para eles. Todos estão muito motivados para 2012 e é ótimo integrar essa motivação. É verdade que eles não tiveram um ano muito bom em 2011, mas é também claro que a equipe está num novo caminho e todos estão empenhados em fazer desta uma temporada melhor. Espero poder demonstrar do que sou capaz, não apenas para a equipe, mas para mim mesmo. Será interessante ver o que poderemos fazer juntos.

P - Quais os seus objetivos para 2012?
R - É difícil traçar objetivos antes do início da temporada, mas pretendo tirar tudo do carro e obter o máximo de performance dele.

P - O que você acha do motor Renault, depois de ter você ter corrido com ele no ano passado, e o que a Renault pode trazer para a Williams?
R - Depois de algumas corridas com o motor Renault em 2011, aprendi bastante sobre ele. É muito bom e com ótima dirigibilidade, o que é outro passo à frente para a equipe. Como piloto, você precisa ter toda arma disponível para funcionar ao máximo e transformar isso em tempos competitivos na corrida. Estou certo de poder desenvolver ainda mais o carro com o motor Renault e será interessante transmitir esse feedback à equipe com minha experiência.

P - O que acha de seu novo companheiro, Pastor Maldonado?
R - Pastor é um grande piloto. Corri contra ele na Fórmula GP2 e sempre nos demos bem. Sempre foi um adversário duro no passado e será ainda mais agora com o mesmo carro. Vamos tentar um superar o outro, mas como companheiros vamos procurar levar a equipe para frente.

P - O que pode nos dizer sobre o trabalho que realizou até agora na fábrica?
R - Estive na fábrica da Williams em Grove antes e depois do Natal e fiz testes no simulador, na pista e na parte física. Também fizemos alguns trabalhos de avaliação em pista, mas não com um Fórmula 1. O principal objetivo da equipe foi me testar e ver como poderia tirar o máximo de mim como piloto. Mas também foi bom para me familiarizar com todos os procedimentos, como aprender o desenho do volante antes de entrar no carro de verdade. Quando começarem os testes não terei de me preocupar com isso, mas apenas em acelerar o FW34.

P - Então você já teve a oportunidade de trabalhar com os novos engenheiros...
R - Acho que começamos realmente bem e agora estou ansioso para trabalhar mais com eles ao longo da temporada. O relacionamento entre piloto e engenheiro é algo que poucas pessoas podem entender. É preciso respeito mútuo, entender um ao outro muito bem e saber como trabalhar juntos desde o início. Esse relacionamento e a continuidade podem fazer toda a diferença na performance geral.

P - Como começou sua carreira?
R - Sempre gostei de corridas, desde muito novo, e claro que a influência do meu tio foi grande, mas a partir do momento em que coloquei meus pé num kart nunca quis fazer nada mais. Sinto-me privilegiado de poder fazer o que amo, já que correr na Fórmula 1 sempre foi meu sonho.

P - Dizem que você teria afirmado certa vez que, se pudesse pilotar um carro histórico da Fórmula1, escolheria o modelo de suspensão ativa da Williams de 1993. Qual a importância de ser agora parte de uma equipe com tamanha tradição no automobilismo?
R - A equipe tem uma história incrível e passear pelo museu me deixou babando... Vi muitos desses carros na pista e sempre imaginei como seria pilotá-los. Nunca dirigi um, por isso acho que seria legal andar num carro com suspensão ativa em Goodwood só para sentir o gostinho!

P - Você tem uma grande torcida no Brasil. O que acha desse apoio?
R - Sinto-me muito orgulhoso de ser brasileiro. Saber que tenho esse suporte, pessoas que estão ali desde o início, me dá um grande sentimento. Saber que essas pessoas me escolheram para torcer me dá ainda mais motivação para proporcionar boas recordações para elas.

P - Seu tio Ayrton correu pela Williams. Qual o significado de entrar na equipe para você?
R - Será muito interessante correr pela equipe que meu tio pilotou. Aqui ainda tem algumas pessoas que trabalharam com o Ayrton e estou feliz que eles estejam agora me dando a chance de mostrar meu valor. Espero que possamos trazer de volta algumas boas recordações e criar outras novas.

P - Com relação a 2012, que resultados o deixariam satisfeito?
R - Espero que no fim de 2012 possamos dizer que tiramos 100% da performance do Williams Renault FW34. Isso é o mais importante. Quero extrair o máximo do carro e aproveitar a oportunidade. É um ano importante tanto para mim quanto para a equipe, já que moldará meu futuro. Espero que seja um futuro longo e bem sucedido, e ele começa aqui.




Assessoria de imprensa da Williams F1 com MF2 Serviços Jornalísticos Ltda.