Blog Sem Fins Lucrativos, somente com o intuito de divulgar a carreira do piloto Bruno Senna e o IAS. Carol Lo Re
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Total Race Entrevista com Bruno Senna
Bruno Senna exclusivo: "estou pensando em um plano B"
Piloto de testes da Renault responde as perguntas dos leitores do TotalRace e reconhece a dificuldade em encontrar patrocínio para seguir na F-1
Bruno Senna recebeu a reportagem do TotalRace durante o final de semana do GP da Alemanha para mais uma sessão de perguntas feitas pelos leitores. A fala rápida e as opiniões formadas deixam claro que já não é mais um menino: aos 27 anos – completa 28 em outubro – o hoje piloto de testes da Renault sabe que não tem muito tempo para realizar o sonho de se estabelecer na F-1.
À procura de uma vaga, o brasileiro reconhece dificuldades em encontrar patrocínio – “é difícil você justificar o gasto contra uma propaganda direta na TV, por exemplo” – e em manter os reflexos em dia sendo um piloto de testes em uma F-1 sem testes – “sempre demora um pouco para voltar ao ritmo, você perde a finesse no limite” – Bruno não descarta a possibilidade acionar um plano B e, quem sabe, seguir o caminho de Nelsinho Piquet nos Estados Unidos.
TOTALRACE (Lucas Mascarenhas; Eduardo Aguiar; Anderson Ramos e Amanda Marques): Por que as empresas brasileiras investem tão pouco em bons talentos na Fórmula 1? É porque os valores são muito altos ou eles não enxergam as corridas como boas alternativas de marketing? Por que alguém com sobrenome Senna não consegue patrocínio para segurar uma boa vaga na F-1?
BRUNO SENNA: É difícil dizer. Acho que o principal motivo é que no Brasil temos uma moeda que é mais fraca em termos de correlação cambial em relação ao euro. Então o orçamento, que é em milhões de euros aqui vai ser representar muitos outros milhões de reais. Às vezes é difícil você justificar isso contra uma propaganda direta na TV, por exemplo. Os números fazem muita diferença.
Outra coisa é que a maioria das empresas que apóia o esporte é porque alguém forte na empresa se identifica com essa modalidade e isso faz diferença. Muitas vezes a gente é bem recebido. O problema é assinar no final das reuniões.
TOTALRACE (Amanda Marques e Ademir B. Junior): O quanto você está próximo da volta ao posto de titular numa equipe? Com quem negocia? O fato da Williams ter assinado com a Renault abre mais uma porta para você voltar ano que vem?
BRUNO SENNA: Estamos negociando. Como todos sabem, temos de arrumar patrocínio para poder ter uma chance de voltar. A principal intenção seria seguir na Renault, mas a gente está conversando com algumas outras equipes também, vendo o que aparece. Vamos ver. Em termos de porcentagem, não dá nem para saber.
TOTALRACE (Ademir B. Junior e Romain Buttez): No caso de não conseguir fechar como titular, aos 28 anos, você permaneceria como piloto de testes mais um ano ou teria um plano B, como automobilismo norte-americano ou mesmo as corridas de endurance (LMS, ALMS)?
BRUNO SENNA: Se não tiver uma chance boa no final deste ano, realmente estou pensando em um plano B. Vamos ver corrida de Nascar neste ano, mais para frente, para ver como são as coisas – tem algumas coisas por lá. Aqui na Europa tem algumas opções que estão aparecendo. Não estou ficando mais novo a cada dia. Sei que tenho o potencial para estar aqui, mas se não houver uma chance, tenho de ser realista e fazer alguma coisa que dê certo no futuro.
TOTALRACE (Ademir B. Junior): Seria possível estabelecer um paralelo entre o aprendizado como piloto de testes com o duro ano de estreia pela Hispania, e esta temporada na Renault?
Veja entrevista completa no site do TOTALRACE
Bruno Senna Respondeu as perguntas de Amanda Marques e Ademir B. Junior.
http://totalrace.com.br/site/entrevista/2011/08/bruno-senna-exclusivo-estou-pensando-em-um-plano-b
sábado, 6 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Bruno Senna agrada à Lotus Renault e aguarda nova chance
"Acho que o treino foi muito bom", avalia o piloto em HungaroringSÃO PAULO - Mais de cinco meses depois de seu único teste com o modelo R31, Bruno Senna voltou a pilotar o carro da Lotus Renault GP na primeira sessão de treinos livres do Grande Prêmio da Hungria. Foram 25 voltas pelo circuito de Hungaroring em sua experiência também inicial com o KERS, a asa traseira móvel e o 15º lugar na classificação dos ensaios matinais desta sexta-feira com o tempo de 1min25s855, apenas 7,6 décimos mais lento que o companheiro de equipe Vitaly Petrov. "Estou contente. Nas condições em que treinei, sem conhecer aspectos importantes do carro, com apenas um jogo de pneus e vindo de uma longa inatividade, acho que foi muito bom", resumiu Bruno, que cedeu o cockpit ao titular Nick Heidfeld no período da tarde.
Satisfeito, Bruno saiu do circuito com a sensação de que fez o que estava ao seu alcance. "Eu achava que, em termos de tempo, a diferença em relação ao Petrov ficaria dentro de um segundo. Foi o que aconteceu. Mas não dá para fazer milagres. Com um segundo jogo de pneus, tenho certeza que viraria bem mais próximo. Não é apenas o fato de eu só ter feito dois treinos em linha reta desde fevereiro. O Petrovão vem andando direto, e há cinco dias estava acelerando o carro em Nurburgring", lembrou.
Bruno disse que, além da limitação dos pneus, a utilização da asa traseira móvel foi a parte mais complicada da readaptação ao ritmo da Fórmula 1. "A asa traseira móvel mexe muito no balanço do carro. Demorei um tempo até me acostumar a acionar o dispositivo e a ter confiança com o equilíbrio em curvas de alta. Tanto que minha volta mais rápida foi a 21ª, quando os pneus já estavam no bagaço", explicou. Bruno lembrou ainda que apagar da memória as referências que tinha do traçado com o nada competitivo modelo da HRT que usou no ano passado. "São duas realidades completamente distintas", lembrou.Segundo o brasileiro de 27 anos, o chefe de equipe Eric Boullier aprovou o seu desempenho durante os 90 minutos dos treinos livres. "Ele disse que gostou do meu potencial e me elogiou por não ter saído nenhuma vez da pista nem ter feito nenhuma bobagem. Ou seja, acho que fiz exatamente o que a equipe esperava", concluiu Bruno, que amanhã retorna às funções de piloto reserva com a esperança de que o trabalho apresentado em Hungaroring seja suficiente para lhe render novas oportunidades na Lotus Renault GP.
Fonte: MF2 Serviços Jornalísticos
Fotos: LRGP
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