Blog Sem Fins Lucrativos, somente com o intuito de divulgar a carreira do piloto Bruno Senna e o IAS. Carol Lo Re

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Entrevista sensacional de Bruno Senna "A um passo da F1".


FICHA TÉCNICA
Nome: Bruno Senna Lalli
Data de nascimento: 15/10/1983 (24 anos)
Local de nascimento: São Paulo, SP
Altura: 1,80m
Peso: 69 kg
Carreira:
2005 - Fórmula 3 Inglesa (décimo colocado, 75 pontos)
2006 - Fórmula 3 Inglesa (terceiro colocado, 229 pontos)2007 - Fórmula GP2 (oitavo lugar, 34 pontos)
2008 - Fórmula GP2 (segundo lugar, 58 pontos)* *Até rodada dupla em Valência.

Sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna, Bruno Senna está a um passo da categoria que consagrou e levou seu tio à condição de ídolo. Atualmente segundo colocado da Fórmula GP2, categoria de aprendizagem na qual passaram nomes como Lewis Hamilton, Nelsinho Piquet, Heikki Kovalainen e Nico Rosberg – todos titulares da principal categoria do automobilismo mundial em 2008 –, o paulista de 24 anos admitiu, em entrevista exclusiva para a Gazeta Esportiva.Net, estar conversando com “quatro ou cinco equipes” para estrear já em 2009.
Ele não revela quais escuderias são essas, mas a mídia internacional aponta forte interesse da BMW Sauber, da Honda, e da Toro Rosso, time capitaneado por seu amigo e ex-piloto Gerhard Berger. Uma pessoa que, de acordo com o próprio piloto, faz da amizade um motivo “para sempre lhe colocar na fogueira” justamente para evitar acusações infundadas de favorecimento.
Com imenso potencial de marketing, além de simpatia poucas vezes encontrada no mundo do automobilismo, Bruno possui o principal para se encaixar entre os melhores pilotos do mundo: capacidade de competir. Mesmo tendo começado a carreira tarde, depois dos 20 anos, devido ao receio da família oriundo do trágico acidente que matou Ayrton, Bruno se firmou este ano, depois de temporadas irregulares na Fórmula 3 Inglesa (terceiro colocado em 2006) e na própria GP2 (oitavo em 2007).
No bate-papo com a reportagem, Bruno também falou sobre outros assuntos, como autoconfiança, a possibilidade de ser piloto de testes, família, GP2, possíveis dificuldades na Fórmula 1, além de imensas coincidências que sua carreira guarda com a de Ayrton, como a habilidade na chuva e o fato de ter vencido uma corrida em Mônaco exatamente 15 anos após o último êxito do tio nas ruas do Principado, onde era chamado de ‘rei’. Confira:


Gazeta Esportiva. Net: Qual é a lembrança mais remota que você tem sobre automobilismo?
Bruno Senna: Acho que é da primeira vez que andei de kart. Eu tinha cinco anos e meu avô trouxe um kart para mim na fazenda da família. Na hora, eu olhei e fiquei meio receoso, assustado. Não quis andar no começo, mas ninguém precisou me convencer a ir lá: no dia seguinte rapidinho eu resolvi ver que era hora de tentar. E até hoje não larguei mais...
GE.Net: Quando começou a se destacar na F-3 Inglesa, em 2006, você manifestou preocupação em saber lidar com o assédio dos fãs e da imprensa. Dois anos depois, como você tem encarado tudo isso?
Bruno Senna: A formação que eu tive é muito boa e essa é a melhor escola que eu poderia ter. Hoje em dia, eu lido muito bem com esse assédio.
GE.Net: Você é um piloto autoconfiante?
Bruno Senna: Todo piloto fica ansioso antes da corrida, mas eu costumo ser tranqüilo. Normalmente, minha família ou as pessoas que estão ao redor de mim ficam nervosos, mas eu durmo bem entre as corridas, independente de eu ter conseguido uma pole ou uma posição lá atrás. A experiência faz a diferença e eu estou bem nesta parte psicológica.
GE.Net: Sempre foi assim?
Bruno Senna: Não. No começo, eu era ansioso, mas hoje eu tenho um ótimo controle emocional. Nas corridas, mesmo quando acontece o inesperado, você tem que saber o que vai fazer. Hoje é mais fácil eu estar em um carro de corrida e espero que daqui a dois, quatro anos seja ainda melhor.
GE.Net: O quanto você acha que já conseguiu desvincular a sua imagem da do seu tio?
Bruno Senna: Desvincular a minha imagem da do Ayrton vai ser impossível, mas acho que com o sucesso e com os resultados posso construir a minha identidade. E é isso o que eu quero.
GE.Net: Como você encara o fato de sua carreira guardar coincidências impressionantes com a do Ayrton, como a enorme habilidade na chuva e vencer em Mônaco exatamente 15 anos depois da última vitória do tio?
Bruno Senna: Difícil de dizer. São coisas que acontecem: se você for ver, muitos pilotos já venceram naquela mesma data e na mesma pista. Lógico que foi legal pelo lado da família, mas eu não tinha nem idéia desta coincidência antes, só fiquei sabendo quando saí do carro em Mônaco. Ano passado já havia sido uma loucura lá, pois eu vinha vindo de um final de semana muito bom na Espanha pela GP2. Mas é natural...
GE.Net: E a habilidade na pista molhada?
Bruno Senna: Isso não sei explicar, pois eu nunca tive a oportunidade de ser como o Ayrton e sair para treinar quando estava chovendo. Eu simplesmente sempre andei bem nessas condições. Acho que foi porque eu me dei bem da primeira vez que corri na chuva. Então, peguei confiança.
GE.Net: O ano de 2007 foi complicado para você, que terminou a temporada da GP2 em oitavo lugar. Qual foi o problema?
Bruno Senna: Hoje eu olho para trás e vejo que eu não sabia nada sobre automobilismo. Em 2007, fiz muitas corridas difíceis porque a equipe em que eu estava não era competitiva e muitas vezes eles até mesmo me levaram para o lado errado em termos técnicos. Por isso, os resultados daquele ano não foram bons.
GE.Net: Mesmo com os resultados ruins você ainda conseguiu uma vaga em uma das equipes mais fortes da GP2, a iSport, campeã de 2007...
Bruno Senna: Quando eu testei com eles no final de 2006, em Jerez, havia uma condição excepcional de clima, na chuva. Com isso acabei quase que meio segundo mais rápido que o segundo colocado. Só que eles achavam que eu ainda não tinha experiência suficiente para ir lá naquele momento. Depois, viram que eu tive boas performances com um carro que não era bom, apesar de os resultados serem ruins. No final do ano, estavam tão interessados que eu só precisei de mais um dia de testes para fechar o contrato.
GE.Net: Quais são seus planos para 2009?
Bruno Senna: Ainda tem corridas este ano que são super importantes, mas eu tenho conversado com algumas equipes de Fórmula 1. Por enquanto ainda está difícil eu conseguir o que eu quero porque resultado é tudo no automobilismo. Acho que o que eu fizer daqui pra frente é essencial nesse sentido. Se eu ganhar o campeonato, vou ter maior poder de negociação.
GE.Net: Ficar mais um ano, o terceiro, na GP2 é uma possibilidade? Aceitaria correr nos Estados Unidos?
Bruno Senna: Difícil eu ficar mais um ano na GP2, até porque não faz sentido eu ser bicampeão dessa categoria de aprendizado. Caso não dê para virar titular na Fórmula 1, ser piloto de testes é uma opção.
GE.Net: Mesmo com a situação do Lucas di Grassi, que é piloto de testes da Renault, mas voltou à GP2 por conta da limitação de testes da Fórmula 1?
Bruno Senna: Minha situação é diferente da do Lucas, pois ele está vinculado com a Renault e eu estou fazendo as escolhas da minha carreira. Ser piloto de testes não é o ideal, mas se o contrato for bom e me garantir uma vaga de titular no ano seguinte, eu posso até tentar e continuar na GP2 apenas para continuar como ritmo.
GE.Net: A instabilidade do futuro te assusta?
Bruno Senna: Claro que seria muito mais fácil se eu tivesse um contrato já fechado. Sem a pressão, eu poderia ser até mesmo melhor na pista. Por outro lado, estou em uma condição normal, como a de outros pilotos, e procuro focar o meu trabalho.
GE.Net: Com quantas equipes da Fórmula 1 você está negociando?
Bruno Senna: Negociando eu não estou com nenhuma. Digamos que estou conversando com quatro ou cinco equipes de média para pequenas. É complicado entrar direto em um time como a McLaren e a Ferrari.
GE.Net: Até quando você pretende definir a sua situação para 2009?
Bruno Senna: Se eu pudesse decidir isso amanhã, eu faria, pois seria melhor para mim. Só que, infelizmente, isso não depende só de mim...
GE.Net: Sua família ainda tem tanto receio com a sua opção pelo automobilismo como quando você começou?
Bruno Senna: Minha mãe me apóia 100%, fica um pouco nervosa nas corridas, mas em geral é tranqüila. Meu avô (Milton) não é muito fã da minha opção, mas aceita. Hoje, com toda a minha experiência de quase quatro anos, eu sou muito mais profissional. Correr não é mais uma brincadeira.
GE.Net: No começo do ano, você colocava o Luca Filippi como seu principal adversário em 2008 e na verdade seu maior rival é o Giorgio Pantano, atual líder da temporada. Isso te surpreendeu?Bruno Senna: Não esperava que o Pantano estivesse tão bem, pois imaginava que ficaria boa parte do campeonato desenvolvendo o carro. Claro que sempre achei que ele seria competitivo, pois é um dos pilotos mais experientes da categoria e tem capacidade, mas a equipe (Racing Engineering) fez um trabalho muito bom e foi eficiente. Já o Luca me decepcionou um pouco. Acho que se sentiu pressionado pelo Romain Grosjean e teve uma performance pior que no ano passado. Difícil entender o porquê, afinal eu não estou no lugar dele. Mas, para mim, o adversário não é importante: o que importa é a competitividade.
GE.Net: Você acha que a decisão do título vai ficar mesmo entre você e o Pantano?
Bruno Senna: Matematicamente, tudo é possível, pois há muitos pontos em jogo, mas caso não haja uma catástrofe, o título ficará mesmo entre eu e o Pantano.
GE.Net: Todos falam sobre a sua relação de amizade com o Gerhard Berger. Você acha que, ao contrário do que todos pensam, isso pode até dificultar sua entrada na Fórmula 1 porque ele sempre vai exigir mais de você do que de outro piloto, até para não parecer que você só entrou lá por causa dessa relação?
Bruno Senna: Com certeza. O Berger é um cara que me cobra bastante. Ele foi a primeira pessoa que me falou que, para eu entrar na Fórmula 1, terei que ser campeão na GP2 antes. E eu concordo com isso, pois ele sempre me deu conselhos acertados e me colocou na fogueira, fazendo uma pressão boa. O Berger é um caminho para eu entrar na Fórmula 1, mas existem outros, até porque na Toro Rosso eu acho que o Sébastian Buemi tem prioridade. Apesar dos resultados recentes piores do que os meus, ele já é piloto da Red Bull...
GE.Net: Estreante na Fórmula 1 em 2008, o Nelsinho reclamou muito no começo da temporada que era complicado se adaptar a pistas em que se nunca correu, com um carro diferente da GP2 e com uma maneira diferente de se lidar com os adversários na Fórmula 1. O que você pretende fazer para não sofrer tanto com isso?
Bruno Senna: Sou da opinião que o piloto precisa se adaptar rapidamente. Eu nunca tive tempo de ficar testando, mas sempre consegui sucesso. Quando eu estiver na Fórmula 1, vou ter que me virar. Lógico que isso vai requerer um pouco mais de mim, é muito difícil “dar um pau” nos mais experientes, mas acredito que com uns três ou quatro mil quilômetros de testes já dá para ficar só uns dois ou três décimos atrás do piloto mais experiente de sua equipe.

Fonte: Gazeta esportiva.net

Por Carolina Canossa


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bruno Senna: falei com todas as equipes, exceto Ferrari


Um dos destaques desta temporada da GP2, o brasileiro Bruno Senna, sobrinho do tricampeão Ayrton Senna, é um dos nomes mais cotados para uma transferência para a Fórmula 1 na próxima temporada. O piloto admitiu que já fez contatos com diversas equipes na categoria, exceto a Ferrari.

"Estou fazendo todas as coisas que devo. Conversar com pessoas no paddock e ver no que vai dar. Vou dizer que já falei com todas as equipes. A única com que não falei é a Ferrari. Então não há lógica nenhuma para qual lugar eu possa ir", disse ao site Autosport.
Bruno ainda afirmou que não possui nenhum acerto com qualquer escuderia. "Não há absolutamente nada acertado. Primeiro eu preciso ver quais as melhores opções para seguir e começar a negociar. No momento, ainda busco essas opções", disse.
Segundo a publicação, especulações apontam que a Toro Rosso e BMW Sauber estariam entre os prováveis destinos do brasileiro.
Gerhard Berger, ex-piloto e sócio da Toro Rosso, já negou que tenha feito contato com Bruno Senna, mas, segundo a imprensa internacional, o bom relacionamento que mantém com a família Senna seria um ponto crucial para sua contratação.
Fonte: Terra

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Buemi na briga com Bruno Senna por vaga na F1


Portal Terra
JEREZ DE LA FRONTERA - A escuderia Toro Rosso deve testar na próximo mês, em Jerez, na Espanha, o piloto da GP2 Sebastien Buemi, para uma vaga na equipe em 2009. O suíço, campeão pela GP2 na categoria júnior da equipe Red Bull, pode colocar em risco a possível ida do brasileiro Bruno Senna, da iSport, para a Fórmula 1 no ano que vem.
Gerhard Berger, ex-piloto e sócio da Toro Rosso, confirmou que os testes em Jerez serão essenciais para avaliar as habilidades de Buemi, já que a equipe foca em uma combinação de um jovem piloto e um mais experiente.
- Nós vamos testá-lo em Jerez. Será uma evolução para o próximo ano, disse Berger ao site da revista Autosport.
Apesar do brasileiro Bruno Senna ter seu nome ligado à equipe recentemente, Berger afirmou que não há planos de fazer testes similares com ele, já que ele sugeriu que a equipe contrataria apenas um jovem competidor para o próximo ano.
- A situação ideal será um piloto jovem e um mais experiente, explicou Berger.
- Estamos colocando na lista quem está livre, porém ainda não há uma opção clara a respeito disso, disse o austríaco.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Rumores sobre ida de Bruno Senna a F1 aumentam após GP de Valência.



clic na imagem para ampliar

Após GP o Valencia, a edição da Revista GPWEEK desta semana ( 25/08/08), traz rumores mais fortes sobre a possível ida de Bruno Senna a F1 em 2009.

sábado, 23 de agosto de 2008

Pane seca derruba Bruno Senna no GP da Europa





Líderes do campeonato ficam sem gasolina na última volta em Valência

SÃO PAULO – Um final surpreendente marcou a abertura da rodada dupla do Grande Prêmio da Europa de Fórmula GP2 neste sábado no novo circuito urbano de Valência (Espanha). Destaques da prova até então, o pole Giorgio Pantano, cuja liderança só havia sido brevemente interrompida durante a obrigatória para troca de pneus, e Bruno Senna, quinto na corrida depois de sair em 8º, ficaram sem combustível na última volta. O líder do campeonato sequer cruzou a linha de chegada, enquanto o vice Bruno se arrastou até receber a bandeirada em 9º. O russo Vitaly Petrov herdou uma vitória que jamais pareceu ao seu alcance e subiu ao pódio ao lado do venezuelano Pastor Madonado e do francês Romain Grosjean.Bruno, no entanto, analisou o resultado com tranqüilidade. “Por um lado, foi ruim porque não consegui aproveitar um problema com o Pantano; por outro, foi bom, já que em condições normais ele ampliaria a vantagem na classificação em mais quatro pontos. Na verdade, acho que só dá para lamentar a perda da 8ª posição por muito pouco. Com o sistema de grid invertido da categoria, eu largaria na pole amanhã e teria uma enorme chance de grudar nele no campeonato”, comentou.Além de Bruno e Pantano, outros pilotos também foram vítimas da pane seca. “Saímos com 115 litros de gasolina, ou seja, com combustível até à boca. E o consumo costuma ser crítico na maioria dos circuitos. Sempre terminamos a corrida com o tanque quase vazio. O que complicou aqui é que a volta de saída dos boxes para alinhamento no grid é muito longa, muito maior que nas outras pistas”, justificou Bruno, que se manteve com os mesmos 58 pontos, nove atrás de Pantano.A confiança em um bom resultado na prova mais curta deste domingo não foi abalada pelo inesperado episódio da corrida inicial. Como Pantano partirá em 14º, com as chances comprometidas porque apenas os seis primeiros pontuam, Bruno acredita que será possível reduzir a desvantagem. “Hoje, por exemplo, ganhei três posições na primeira volta e depois preferi ficar na minha. O carro está bom. Com algumas pequenas mudanças no acerto, acho que vai dar para terminar bem”, concluiu.



O prova de complemento da rodada dupla começará às 5h30 (Brasília), com transmissão ao vivo pelo SporTv.



O resultado da 15ª etapa foi este:



1) Vitaly Petrov (Rússia), Campos Team, 34 voltas em 1h03min25s719



2) Pastor Maldonado (Venezuela), Piquet Sports, a 0s8



3) Romain Grosjean (França), Art Grand Prix,a 4s4



4) Lucas Di Grassi (Brasil), Campos Team, a 28s0



5) Jerome D'Ambrosio (Bégica), DAMS,a 28s7



6) Sébastien Buemi (Suiça), Arden, a 28s8



7) Andy Soucek (Espanha), Super Nova, a 36s9



8) Luca Filippi (Itália), Arden, a 46s3



9) Bruno Senna (Brasil), iSport, a 48s1



10) Diego Nunes (Brasil), DPR, a 56s9



A nova classificação: 1, Giorgio Pantano, 67 pontos; 2, Bruno Senna, 58; 3, Lucas di Grassi, 44; 4, Romain Grosjean, 42; 5, Sébastien Buemi, 37; 6, Pastor Maldonado, 35.



Márcio Fonseca

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Video: Entrevista de Bruno Senna ao site Virgula.

Bruno Senna larga em 8º no GP de Valência

Problema no acelerador e tráfego complicam treinos do vice-líder
SÃO PAULO – Depois de enfrentar problemas com o mau funcionamento do acelerador nos treinos livres, Bruno Senna reagiu na tomada classificatória e garantiu o 8º lugar no grid da abertura da rodada dupla do GP de Valência de Fórmula GP2. Pela manhã, o brasileiro perdeu 10 preciosos minutos dos 30 dos únicos ensaios na nova pista de rua da cidade espanhola, enquanto os mecânicos trabalhavam no carro. Mesmo com o pouco tempo para adaptação ao circuito comprometido pelas bandeiras amarela e vermelha, Bruno cresceu no qualifying e fechará a quarta fila na prova deste sábado, que terá o italiano Giorgio Pantano na pole.Com os dois pontos extras da volta mais rápida, Pantano ampliou a vantagem no campeonato sobre o vice-líder Bruno em mais dois pontos – 67 a 58. “Foi um dia complicado. O curso do acelerador não estava legal pela manhã e ficou difícil dirigir daquele jeito. À tarde, o acerto também não estava bom e ainda peguei tráfego com os dois jogos de pneus”, comentou.Bruno disse que o novíssimo circuito urbano da cidade espanhola ainda está muito sujo e que poderá provocar erros na corrida. “Está mais fácil de escapar aqui do que em Mônaco ou na Hungria, porque quem sair do traçado vai pagar caro. O safety car vai ter trabalho. Por isso, será importante fazer uma boa estratégia, talvez antecipando ao máximo a parada para troca obrigatória dos dois pneus, e aproveitar as oportunidades.”Os melhores no grid de Valência:


1) Giorgio Pantano (Itália), Racing Engineering, 1min45s640
2) Pastor Maldonado (Venezuela), Piquet Sports, a 0s071
3) Vitaly Petrov (Rússia), Campos Team, a
4) Romain Grosjean (França), ART Grand Prix, a 0s372
5) Andreas Zuber (Áustria), Piquet Sports, a 0s450
6) Jerome D'Ambrosio (Bélgica), DAMS, a
7) Sebastien Buemi (Suiça), Arden, a 0s732
8) Bruno Senna (Brasil), iSport, a 0s889
9) Mike Conway (Inglaterra),Trident, a 0s952
10) Luca Fillipi (Itália), Arden, a 0s963
11) Lucas Di Grassi (Brasil), Campos Team, a 0s967
20) Diego Nunes (Brasil), DPR, a 2s116
23) Alberto Valério (Brasil), Durango, a 2s539
24) Carlos Iaconelli (Brasil), BCN, a 2s609
Márcio Fonseca (MTb 14.457)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

"GP2 vai passar dos 300 km/h em Valência", Avisa Bruno Senna


Com base nas simulações da equipe iSport, os carros da Fórmula GP2 superarão a barreira dos 300 km/h já nos treinos que abrirão nesta sexta-feira a programação da rodada dupla – 15ª e 16ª etapas – do Grande Prêmio da Europa. As provas serão realizadas no novíssimo circuito urbano espanhol de Valência, inaugurado há pouco menos de um mês por séries de monopostos e turismo. Os ensaios livres estão marcados para o período das 6h55 às 7h25 e a sessão classificatória que definirá o grid de sábado será disputada das 10h55 às 11h25, sempre pelo horário de Brasília. A exemplo da maioria dos colegas, Bruno Senna fez o reconhecimento do traçado com um Fórmula 3 no mês passado. O vice-líder ficou impressionado com as dimensões da pista, cujos 5.440 metros de comprimento compreendem avenidas amplas de até quatro pistas, cercadas de muros ameaçadores e diminutas áreas de escape. “Nossos estudos indicam que a velocidade máxima chegará aos 303 quilômetros”, destaca Bruno. “É um traçado tão rápido que vai exigir acerto muito mais próximo ao dos autódromos permanentes do que o de Mônaco, onde andamos com o máximo de pressão aerodinâmica”, completa. Bruno, que venceu uma de suas duas corridas em 2008 exatamente nas históricas ruas de Montecarlo, elogiou o desenho do circuito e a beleza da região em que foi montado. “A maior parte é muito larga e não faltarão oportunidades de ultrapassagem. Há apenas alguns pontos mais estreitos, como o que cruza a ponte. O problema é que as batidas serão potencialmente violentas, por causa das características de alta velocidade do traçado”, ressalva Bruno, que chegou à Espanha já como novo embaixador da rede de hotéis Hilton, que se junta ao Santander, Embratel, Carglass e Cavalera como seus patrocinadores. As diferenças entre Mônaco e Valência serão refletidas também nos pneus escolhidos pela Bridgestone, fornecedora oficial da categoria. Se em Montecarlo a opção foi pelos supermacios, em Valência os compostos serão de dureza média. “Esses são os pneus-padrão de praticamente todas as pistas, com exceção de Barcelona”, lembra Bruno. “Já sabemos bem como funcionam em nosso carro.” Restando apenas mais quatro etapas – Bélgica e Itália – depois de Valência, somente sete pontos separam Bruno dos 65 do líder Giorgio Pantano, da Racing Engineering. Por isso, a briga pela pole deverá ser ainda mais acirrada do que nunca, já que os dois pontos oferecidos ao autor da volta mais rápida do qualifying poderão reduzir ou ampliar o prejuízo do brasileiro. Além da rápida adaptação a circuitos desconhecidos, Bruno aposta também na força da iSport, atual campeã da Fórmula GP2 com o alemão Timo Glock, segundo colocado no recente GP da Hungria de Fórmula 1. “Tenho muita confiança na minha equipe. O material humano é tão bom que o Glock vive querendo levar o pessoal para reforçar a Toyota.”
Fonte: Márcio Fonseca (MTb 14.457)