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Fonte: Blog Dentro e Fora das Pistas


Bruno Senna terá duas novidades em seu carro no GP da China. A Hispania colocará um novo motor Cosworth e um tanque de gasolina com divisórias, que estava previsto para estrear na Malásia mas foi colocado apenas no modelo de Karun Chandhok, seu companheiro de equipe. O propulsor será trocado por uma medida de segurança, mas ele não acredita em uma melhora no desempenho em Xangai.
- Terminei o GP da Malásia com pouca gasolina no tanque, e não faz bem para o motor trabalhar meio no seco. Por isso, vamos utilizá-lo apenas nos treinos livres da sexta-feira e deixar o novo para os dias seguintes. Não teremos nenhuma evolução, nada que possa melhorar substancialmente o rendimento. Por enquanto, o que podemos fazer nesta fase é mexer em algumas coisas, como na distribuição de peso - diz Bruno.
O piloto chegou a Xangai na segunda-feira e deverá visitar o circuito nesta quarta. Na quinta, ele fará o reconhecimento do circuito com os engenheiros da Hispania. Após o GP da Malásia, Bruno retornou para sua casa em Mônaco e andou de kart na quinta-feira passada em Saint Tropez, na França, junto com Felipe Massa, Lucas di Grassi e Alberto Valério, da GP2.
- Dei mais de 100 voltas. Foi um bom treininho. Já combinamos de voltar à pista na próxima semana.
Globo.com

Bruno Senna em seus 5 anos de carreira no automobilismo enfrentou muitos desafios no quesito desconhecimento de determinados circuitos. E, pelo fato procurou sempre abranda los através de games ou percorrer o circuito de bicicleta, assim o fez na F3 e GP2. No circuito de Shangai no GP da China pela F1 não será diferente o desafio de Bruno Senna. Mesmo com as dificuldades e limitações de sua equipe a HRT, por ter começado um projeto do zero e sem teste algum anteriormente Bruno Senna mostra se otimista para o GP da China em Shangai. Seu conhecimento do circuito desta vez será o seu teste no GP neste final de semana.O GP de Bahrein representou a estreia de ambos na Fórmula 1. Depois vieram as provas da Austrália e Malásia. Essa a experiência de Bruno Senna e Lucas Di Grassi, das também estreantes equipes Hispania e Virgin. E depois de três etapas do Mundial, os dois dizem ter já aprendido muito sobre a Fórmula 1, principalmente "como é complexa".
Sexta-feira os dois foram treinar de kart com Felipe Massa num kartódromo localizado próximo a Saint Tropez, a cerca de uma hora de carro de onde residem, em Mônaco. Logo em seguida Bruno e Di Grassi comentaram sobre as lições aprendidas nas três corridas de Fórmula 1: "É difícil andar lá atrás, tomar volta dos líderes, nenhum piloto gosta disso" diz Bruno que, como Di Grassi, já foi vice-campeão da GP2, competição de acesso à Fórmula 1.
"Penso que o mais difícil é saber explorar o potencial máximo do carro em cada condição, pneu mole, duro, novo, usado, com mais ou menos gasolina", explica Di Grassi. "É diferente de tudo o que fiz até agora no automobilismo." A necessidade de a equipe descobrir a cada etapa alguma novidade que torne o carro mais rápido, em razão da concorrência, fascina Bruno.
"Nas categorias onde passei o carro era aquilo e acabou. Na Fórmula 1 há sempre gente estudando onde é possível ser mais rápido, é um enorme desafio". No caso de Bruno é frustrante ver como a estrutura da Hispania limita seu trabalho. "Começamos muito tarde, não treinamos. Estamos atrás das outras equipes estreantes também, mas ao menos terminamos a última prova, o que nos permite começar a pensar em melhorar o desempenho do carro."
Curiosamente os dois se dizem surpresos com a solicitação orgânica exigida na Fórmula 1. "Esperava que fosse maior. Terminei a corrida da Malásia e disputaria outra, se necessário", disse Di Grassi.
O heptacampeão Michael Schumacher explicou que com o fim do reabastecimento, este ano, os carros se tornaram mais lentos, por carregar grande volume de gasolina.
Apesar de amigos e vizinhos, os dois têm objetivos comuns e conflitantes. "Em primeiro lugar, ser mais consistente, o que um ano longe dos monopostos me cobra. Quero, ainda, ser o melhor estreante", conta Bruno. "Os resultados não são fundamentais, agora, apesar de que um ponto para a Virgin seria bem útil", diz Di Grassi. "Meu foco está sendo tirar tudo do carro, nas mais distintas condições. Sei que tenho muito o que evoluir nesse aspecto", confessa Di Grassi. Bruno e Di Grassi alternam com seus companheiros de equipe, Karun Chandhok, na Hispania, e Timo Glock, Virgin, quem é o mais veloz.